A tradicional mania de contratar "talentos" nas pequenas empresas
Em muitas empresas de pequeno porte essa frase vem embutida na maioria das entrevistas de emprego. Inúmeras vezes o entrevistador "todo-poderoso" – geralmente o próprio dono do negócio – peca ao se comportar de maneira inadequada frente ao candidato, pressionando-o indiretamente através da principal arma que eles amam usar contra o gordo mercado de desempregados: o baixo salário.
Agindo assim, o sofredor (não empreendedor) inibe o candidato e perde a preciosa oportunidade de conhecer e selecionar um Da Vinci (talentoso colaborador) para a empresa.
Às vezes, sem o mínimo conhecimento sobre recrutamento e seleção, usando as teorias tradicionais de que "todo mundo faz assim, eu também posso fazer", o coitado utiliza critérios desestruturados e pouco confiáveis na hora de entrevistar. Variáveis como: o mais simpático, ou o mais apresentável, o de mais experiência, e assim vai; a lista é interminável. Esquece, porém, que o profissional a ser contratado deve antes de tudo ser um agente transformador, senão um revolucionário para sua empresa. E em segundo plano, mas não menos importante, se o mesmo preenche os requisitos, atribuições da vaga e do perfil da empresa.
É triste ver o imenso número de micros e pequenos empresários que agem com tamanha ignorância. Mentes cronologicamente jovens mas com atitudes pré-históricas. Investem em tecnologias, matéria-prima, serviços, até no "marketing" – resumidas em divulgações em rádios e panfletos –, mas esquecem do principal capital, o humano. Ou melhor, o potencial humano.
É pegar ou largar, empresário? Vai continuar "pegando" esses antigos modelos de recrutamento e seleção – senão de gestão –, ou vai "largar" esse feio hábito e vai investir talentosamente em sua empresa?
Talento, só quem tem são humanos, não máquinas.
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